Uma das minhas empresas tem 17 anos. E eu perdi tudo o que aconteceu nos nove primeiros.
Quem comprou o quê? Do que essas pessoas gostavam? De quanto em quanto tempo voltavam? Nada disso está comigo hoje. Ficou em alguma planilha, no WhatsApp de algum ex-funcionário. Eu perdi completamente tudo.
A memória da loja não mora na loja
Quando a empresa é pequena, o dono sabe tudo de cabeça. Quando a equipe cresce, o saber se espalha: um sabe o aro da cliente, outro sabe quem compra no fim do ano, outro conhece o gosto de cada uma.
Só que esse saber fica na cabeça e no celular de cada pessoa. Quando ela sai, ele sai junto.
O que eu queria ter guardado
Um relatório bonito não era o ponto. Eu queria o básico de qualquer boa relação: o que a pessoa comprou, do que gosta, quando faz aniversário, o que contou numa conversa.
Em uma empresa de 17 anos, isso é patrimônio. Perder nove anos dele é perder nove anos de relacionamento com quem já confiou em você.
O que mudou quando a memória ficou na empresa
Hoje, na minha empresa, todas as conversas ficam num lugar só. O histórico de compras, os dados do cliente, as datas importantes, o aniversário e o que ele gosta ficam na mesma ficha, e quem atende vê isso antes de responder.
Alguém que lembra por você
Depois veio a parte que mais me surpreendeu: um consultor de IA, o Memo IA, que lê as conversas e as compras e me diz todo dia o que eu tenho que fazer e com quem tenho que falar. A IA sugere e lembra; quem decide é quem atende. Os gostos que ela percebe nas conversas ficam como sugestão, e a equipe confirma com um toque.
Não era falta de cliente. Era falta de memória.
Eu não perdi os nove primeiros anos por falta de gente comprando. Perdi por falta de um lugar onde a história ficasse. Se a sua base já tem anos de conversa e de compra, ela já tem dinheiro parado: gente que gosta de você e só precisa ser lembrada na hora certa.

